“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

Azul relâmpago

13 comentários

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Ontem, uma amiga, num telefonema muito apressado, disse-me que o dia devia ter 50 horas.

Eu passei o último ano da minha vida a correr e a desejar que os dias tivessem mais 8 horas.

Chegava a casa exausta e quase adormecia ao ler os livros com a Beatriz.

Tenho saudades desse último ano, mesmo muitas, mas não dessa velocidade.

Alguma coisa Muitas coisas estão mal numa sociedade em que as mães andam a este ritmo.

Este azul é para minha amiga.

E é para todas as mães que eu conheço porque, pensando bem, todas elas passam o dia a tratar de grandes urgências e a um ritmo muito superior ao razoável.

E é para todas as que não são mães e que aceleram.

E é para todas as pessoas que, sensatamente, não aceleram e que mergulham, com frequência, neste azul…

N.B. Todos estes tons de azul no blog Batixa.

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13 thoughts on “Azul relâmpago

  1. Pois é, e nunca podemos acalmar porque mesmo que o dia tivesse mais 8 ou 20horas a verdade é que também exigiriam mais… Não sei muito bem que pessoas estamos nós a criar, a geração do agora não posso, tem paciência, espera, etc. Mas o que me preocupa mais são aquelas pessoas que ainda criticam porque queremos estar presentes, educar os nossos fihos e não delegar essa responsabilidade na escola.

    • O ideal era que o dia tivesse mais horas mas que nós não trabalhássemos nem mais um minuto do que os que trabalhamos… “A geração do agora não posso, tem paciência, espera,” … fez-me pensar nas vezes que digo isso à Beatriz: mais do que gostaria, sem dúvida… Ana

  2. Há que aprender com a mãe Natureza. Cada coisa tem o seu tempo, o seu ritmo certo. Os dias não precisam de mais tempo, nós é que precisamos de dar tempo aos dias.
    A solução virá, olha a minha vaidade de ideias feitas, com o esgotamento das reservas petrolíferas.

    • Acho que tens toda a razão, Palmira. E só quando a tua última profecia se concretizar é que voltamos ao nosso ritmo natural, muito diferente do actual.

  3. A sociedade em que vivemos não tem olhos para as mães, pais e filhos.
    Só para os “mercados”, esse eufemismo para a ganância dos capitalistas!

  4. Chega a ser a coisa que mais desejo é desacelerar… ficar ao ritmo dos monges, da natureza ou mesmo do gato… obrigada pelo azul! Já desacelerei uns segundos mas a olhar para o relógio!
    Beijinhos, Ana!

    • Gato que brincas na rua/ como se fosse na cama, / invejo a sorte que é tua/ porque nem sorte se chama.
      Nós, os racionais, temos muito a aprender com a naturaza e com alguns animais…
      Beijinhos, Ana

  5. Pingback: 105: On Patterns. From Pavings to Fabrics, diversifying. | Almofate's Likes

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