“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

Recuperar

24 comentários

Um post sobre economia doméstica, imbuído do espírito deste livro.

Nos anos 70/80 todas as casas tinham uma iogurteira.

Por vários motivos: falta de tempo, excesso de oferta nos supermercados, prazos cada vez mais dilatados, capricho, vício do açúcar, presunção de modernidade… e comodismo, este simples electrodoméstico desapareceu, durante décadas, da minha vida.

É da minha Mãe e, agora, é usado quase todos os dias.

iogurteira

A Beatriz é a cozinheira:

1 litro de leite do dia Vigor (Gordo);

1 colher de sopa de leite em pó;

1 iogurte natural.

Mistura-se tudo muito bem e passam a noite na iogurteira.

Têm um sabor e uma consistência muito superiores aos de compra.

Outra preciosidade: da minha Avó Rosa.

A panela de pressão.

Gosto do nome, do tamanho e da forma.

panela de pressão

Uso-a com pressão e como panela normal.

Depois da braseira e da escalfeta terem sido recuperadas, chegou a vez da salamandra.

O conforto da casa, com o calor do início dos tempos, é imbatível.

O lar e o fogo sempre estiveram ligados.

O “lar” é a pedra onde se acende o fogo.

O lar é onde está o calor no final do dia.

lenha

Outro hábito recente: Semear.

Alimentarmo-nos do que vemos nascer dá-nos tranquilidade e poder.

Nesta Primavera, vamos trazer as nossas sementinhas para Estremoz.sementinhas

E ainda tenho um longo caminho a percorrer…

Um dia hei-de organizar-me e fazer o meu pão.

A receita fica aqui para eu não me esquecer.

pão

A fotografia é da autora de um blog imperdível Panelas sem depressão.

Por cima do pão: a forma mais doce de aproveitar o excesso de fruta da estação.

doce de morango

Hábito da casa, muito anterior ao Frasco de Memórias.

Doce de morangos inteiros com baunilha.

 

Eu ainda não fiz o pão do blog Panelas sem depressão… grande vergonha!

Mas vejam o pão da Joana e da Flor de Lima!

Que cheirinho!

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Autor: Frasco de Memórias

https://frascodememorias.wordpress.com

24 thoughts on “Recuperar

  1. Ana, vejo você tão caprichosa e prendada e fico imaginando a Beatriz. Que experiência ela vai pegar.
    Um beijo,
    Manoel

  2. Imperdível é o teu blog e os teus posts tão inspiradores!
    Ontem, eu e a V. falávamos disso, durante a Quinta de Leitura!
    Quanto ao pão, de tão fácil vais achar que não faz sentido compra-lo!
    Um abraço de bom fim de semana.
    Guida

    • Como eu gostava de ter estado convosco!
      Aprendo sempre muito com os teus posts … e fico sempre a suspirar com a louça e com a composição fotográfica.
      Um abraço!
      Bom fim-de-semana!
      Ana

  3. Adorei, Ana! A pureza do que é simples e natural. Fiquei curiosa com a receita do pão. Beijinho

  4. Adorei o post. Aqui por casa também fazemos os iogurtes. Eu já nem consigo comer os de compra. E adorei as fotos. Todas. 😉

    • Olá, José!

      Não falta, não!
      Esta agora aqui uma 🙂

      Quanto às pellets comprei ontem na Casa Agrícola: ajudam no início.
      Sinto-me muito importante por dizer que fui à Casa Agrícola 😉

      O mercado e a feira estavam muito movimentados hoje, mas não encontrei pratos dos ratinhos.

      Beijo e bom fim-de-semana!

      Ana

  5. Oi, Ana, não lido bem com os eletrodomésticos, o único que uso é o liquidificador. Adoro fazer bolos, mas faço com colher de pau. Não sei o que acontece, mas não rola. Que pão lindo e com essa cobertura não duraria mais do que 5 minutos na minha casa…bjs

    • Helka,

      bolos sem batedeira?
      Estou muito impressionada.
      Faço muitos biscoitos com colher de pau, mas quando chega o momento das claras em castelo, chamo sempre a batedeira 😉
      O pão é o meu próximo desafio.

      Beijinhos,
      Ana

  6. Adorei este post! Iogurteira não tenho. Quando faço uso a panela de pressão. A receita de pão é sensacional. Já tenho a massa quase pronta para meter no forno. A ver se sai bem. Gosto do facto de ser um pão ocioso, sem necessidade de força de braços. 🙂

  7. Tentações , tentações….
    Adorava experimentar uma iogurteira.

  8. Pingback: No-knead Bread | Fita de Viés

  9. Tenho saudades dos dias de cozedura de pão, no forno de tijolo de burro. De amassar e tender o pão, e o pão de torresmos. De fazer tiborna com o pão quente acabado de sair do forno. De cobrir o pão para o fazer suar.

    Panela de pressão sempre usei e nunca vou deixar de usar.
    Salsa já semeei há uns tempos, porque não há nada melhor que ir apanhar salsa fresca para pôr no jantar.

    • Completamente verdade!
      Sou tão inculta em relação à cozedura do pão… confirmei as minhas suspeitas com este comentário 😉

      • Tive sorte de poder aprender com os meus pais e avô. São pormenores rituais muito engraçados e que se apanham nesta transmissão familiar. Fui uma privilegiada por ter podido crescer com estes costumes!

  10. Pingback: Pão Nosso | A menina cos(z)e?

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