“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

Nível II

15 comentários

Habituei-me a fazer balanços em Dezembro e Agosto.

Dezembro, por causa do calendário.

Agosto, porque finalmente tenho tempo para reflectir… e porque o Mar ajuda ao reencontro.

Nos últimos oito meses, engordei 6 quilos.

Não gostei.

lata farinha maisena

Há sempre muitas desculpas:

-Foram as mudanças.

-No Alentejo, é impossível não provar muitos petiscos.

-Já foste mãe.

-Estás com outra idade.

Todos estes motivos contribuíram, mas a verdadeira razão estava em mim.

Obriguei-me a um ritmo que não é razoável.

Deixei de ter tempo para os meus amigos e deixei de ter tempo para quem dele mais precisa: Eu.

Como abafava a frustração de estar a falhar como minha melhor amiga?

Compensava-me, permitindo-me desfrutar de um prazer primordial e imediato: a comida.

 

Tive de parar para chegar a esta conclusão.

Tenho de abrandar para conseguir controlar um gesto da mais pura sobrevivência física: alimentar-me.

E para investir em muitos gestos de sobrevivência metafísica.

 

Não foi fácil escrever este post; mas nem sempre a vida é “leve”:

precisei de me confrontar com o que estava a acontecer e o blog é minha testemunha.

 

(Esta lata Farinha Maisena guardava os chocolates na minha casinha pequena: mudou-se para a casa grande;

qualquer leitura subliminar não é pura coincidência.)

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Autor: Frasco de Memórias

https://frascodememorias.wordpress.com

15 thoughts on “Nível II

  1. Boa noite,Ana !
    Os mais gordinhos (arranjam sempre uma desculpa 🙂 ).
    Balanços ?
    Malditas balanças !
    Eu tb devia … mas antes gordinho e bem disposto . E o apetite ?
    A desculpa dos petiscos alentejanos…não é desculpa é a realidade !
    Boa semana e “boa ” paragem !
    Beijo,
    José

    • José,

      o problema não é só estético (apesar de não me “reconhecer” com mais seis quilos); é reconhecer a causa.
      São muitas “realidades”, como tu dizes 😉
      Boa semana!
      Um abraço!

      Ana

  2. Que engraçado há uns meses que me ando a sentir assim. Recentemente tomei a decisão de cuidar também de mim, voltar a fazer exercício físico. Está a fazer-me bem ao corpo e mente. Gostei da imagem, mas não exageres!!! Beijinho

    • Olá,boa tarde !

      Concordo em absoluto .
      O exercício físico é fundamental !
      Somos muito preguiçosos (eu incluído ).
      Uma vergonha maior, porque sou de Educação Física…mas em “Casa de ferreiro, espeto de pau” ! 😉
      A Ana tem uma razão “forte”… perdão muito válida – vive no Alentejo !

    • As prioridades são difíceis de gerir…
      E vai-se adiando.
      Mas o exercício faz milagres (também à mente)!
      Uma boa semana!

  3. Tendemos a distorcer o tempo. E isso distorce-nos os corpos… seja para cima, para baixo para fora, para dentro. O meu tem tendência a ficar como naqueles espelhos divertidos que estreitam e esticam as pessoas 🙂 E também não tem piada nenhuma…
    Estou contigo nessa busca do equilíbrio físico e metafísico.
    Um grande beijinho

  4. Erramos tanto, no que a nós diz respeito… devíamos ser quem nos conhece melhor, mas fazemos vista grossa.

    Temos que aprender a dizer não a muita coisa e deixar cair e partir uns quantos pratos, para bem da nossa saúde.

  5. Temos de arrajar tempo para tratar de nós. Afinal só temos um corpo. E é com ele que temos de nos sentir bem.
    A partir do momento em que nos sentimos bem connosco, com o nosso corpo, com o nosso peso,…a autoconfiança aumenta…assim como o nosso humor melhora quando nos olhamos ao espelho.
    E está nas nossas mãos mudar para aquilo que gostamos.
    (Estou a dizer isto mas ando a tentar engordar há uns anos e nada nada :X no entanto, vou aprendendo a apaixonar-me por mim.)

    Beijocas *

    • Independentemente do tamanho, o importante é sentirmos que respeitamos o nosso corpo e que a oscilação de peso não é sinal de algo que não está bem: foi o que aconteceu comigo…
      Boa sorte na mais importante história de amor 🙂

      Beijinhos

  6. As vezes acontece sair um pouco dos “carris”, mas o mais importante foi identificado, a falta de tempo para momentos importantes da nossa vida. Também me acontece. Acho que o que pomos na boca é a tentativa de acalmar a “fome da alma”… por isso engordamos de corpo. A nossa verdadeira “fome” não é saciada por haver tantos afazeres. Força, e beijinhos

  7. Curioso ler seu post, pois passei por essa situação em maio desse ano. Sempre fui muito ativa, com cabeça e peso no lugar durante anos e tomei um susto ao ver minhas calças justas. Mas foi bom, era o que faltava para ser capaz de perceber que realmente as coisas não caminhavam bem e parei de pensar tanto e voltei a fazer mais, no amplo sentido. No meu caso, foi preciso me eleger como prioridade, retomar antigos gostos, para equilibrar corpo e mente. Tudo se ajeita, fique tranquila. Beijo grande

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