“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

Caminhos-de-ferro

6 comentários

As linhas de comboio e os túneis fazem parte das minhas memórias de infância e das da minha família: vivemos perto do túnel das Alhadas (uma vila perto da Figueira da Foz) – uma notável construção do último quartel do século XIX.

A minha Avó era do tempo da tradição de “furar o túnel” e fê-lo, com o meu Irmão e com a minha Mãe, já com 80 anos.

A minha Mãe corria todos os dias para o apeadeiro para ir de comboio para o Liceu.

Eu e a minha prima do coração fazíamos piqueniques com leite cor-de-rosa (um pó maravilhoso que o meu Tio Manel trazia de terras distantes)… perto do túnel.

Por todos estes motivos sinto-me muito feliz quando vou com a minha prima, trinta anos mais tarde, passear junto à linha de caminhos-de-ferro.

caminho de ferro

Em excelente companhia.

tita

Muito discreta e com quem partilhamos segredos e confidências.

Tita t

Embora, às vezes, não disfarcem sorrisos como este.

cão a sorrir

A única tristeza é que, num golpe de génio, num país de pessoas pobres, acaba-se com um meio de transporte acessível, depois do investimento em caminhos-de-ferro estar feito.

Mas de golpes de génio já estamos todos saturados!

 

Anúncios

Autor: Frasco de Memórias

https://frascodememorias.wordpress.com

6 thoughts on “Caminhos-de-ferro

  1. É uma pena ver um pouco por toda a parte, as linhas serem “encerradas”. Nem falo no ramal da Lousã… Beijinhos

  2. ” acaba-se comum meio de transporte acessível, depois do investimento em caminhos-de-ferro estar feito” e transforma-se num meio de transporte caro onde cada vez menos andam…génio triste. Concordo contigo…
    Obrigado pela partilha destas memórias lindas…fizeram-me recordar as viagens de Lisboa para o Fundão na linda linha da Beira Baixa com cento e não sei quantos apeadeiros que o meu Avô sabia de cor! :))

  3. Sinto saudades dos trilhos, do som da locomotiva e dos vagões… a espera na plataforma, as estações que se sobrepunham. Era assim que começavam as minhas férias de verão na infância. Cá em São Paulo não há mais trens, apenas cemitérios de vagões e o que restou das estações, algumas viraram museus, outras rodoviárias. Aqui dão preferência as estradas de asfalto, sem trilhos.
    Meu imaginário, tenho certeza, se estabeleceu em definitivo dentro de um vagão de trem.

    bacio

  4. E eu que gosto tanto de andar de comboio.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s