“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Feira Conventual de Portalegre 2015

Fomos à Feira!

Com os Doces!

Feira Conventual de Portalegre Frascos de Memórias

Com as Granolas!

Granolas Feira Conventual 2015

Com as Bolachas Integrais com 5 sementes!

Bolachas integrais Feira Conventual 2015

E fomos o único metro quadrado de alimentos saudáveis de uma feira que se fez para mergulhar no pecado da Gula.

Inesperadamente, houve muita curiosidade à volta das Granolas e das Bolachas Integrais:

Esgotámos a Granola Fogo e as Bolachas!

Esta era a vista da nossa mesa!

Feira Conventual Portalegre 2015

De facto, só para ver o Convento de S.Bernardo, vale a pena visitar a Feira Conventual.

Feira Conventual Portalegre 2015

Feira Conventual Portalegre 2015

E se pequei?

No Sábado, pequei tudo: foi um dia “off” do Desafio 21 Dias sem Açúcar!

No Domingo, como já estava de “papinho cheio” voltei ao desafio!

Provavelmente, no próximo fim-de-semana, vou voltar a pecar na Feira dos Sabores de Ponte de Sor:

palpita-me que tenho de fazer 31 Dias sem Açúcar para compensar estes dias “off”!

Pequem connosco, em Ponte de Sor, a partir de Dia 1 de Maio!


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Organizar

As próximas semanas vão ser agitadas e o Frasco de Memórias sai à rua,

Já próximo fim-de-semana:
Estaremos presentes nos dias 24, 25 e 26 de Abril na XV Feira de Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre.

Feira de doçaria conventual Portalegre

Informações e programa: aqui.

Em 2014, também participámos!

Lembram-se?

No fim-de-semana a seguir, 1, 2 e 3 de Maio, estaremos em Ponte de Sor, na Feira dos Sabores.

E, entretanto, por aqui, uma grande azáfama.

1- Testamos as novas embalagens.

Surgiu-me esta ideia e, só mais tarde, percebi a ligação com as tendas de tecido da praia da Figueira da Foz.

O azul agrada-me; quanto às outras cores andam indecisas.

O que acham?

packaging

packaging Frasco de Memórias

2- Lavamos muitas laranjas da Avó Rosa, para o nosso Doce de Laranja Alentejano.

laranjas na água

3- Descascamos muitas nozes para o Doce de Abóbora com Frutos Secos Nacionais.

E improvisamos uma sobremesa com o doce acabado de fazer e requeijão, uma vez que continuamos o nosso desafio 21 dias sem açúcar.

Pronto… tive de provar, mas foi só uma colher.

Doce de abóbora e requeijão

Visitem-nos em Portalegre ou Ponte de Sor!!!

 

 


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Avó

“Ser Avó é talvez apaixonarmo-nos de uma maneira que já tínhamos esquecido.” – Alice Vieira.

A Beatriz viveu, durante os primeiros dois anos e oito meses, muito próxima da Avó Rosa.

A distância geográfica, felizmente, não trouxe afastamento.

E a Beatriz, nas férias, retoma as rotinas com toda a naturalidade.

Apanha fruta das árvores.

Descascar tangerina

Alimenta as galinhas.

Milho às galinhas

Couves para as galinhas

Traz os ovos.

Cesto dos ovos

Arranca cenouras… e lancha-as.

Arrancar cenouras da terra

roer cenouras da terra

Abraça a Avó!

Avó e neta

 

 

 


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Balanço Sugardetox

Décimo dia sem açúcar:

As vitórias, em primeiro lugar:

– sinto-me muito bem: barriga diminuída – autoestima aumentada!

– perdi 1 kg!

– na generalidade dos dias é mais fácil de cumprir do que eu julguei no início;

– consumir mimos açucarados é um hábito que pode ser alterado;

– ter consciência do que consumimos é respeitar o nosso corpo.

Catita illustrations

As dificuldades:

– à noite, depois de jantar e de um dia de agenda cheia, é difícil travar o impulso de nos auto-compensarmos com um doce;

– os fins-de-semana não são nossos amigos;

– e este nosso hábito de celebrar com açúcar também não – cometi um deslize ao ir buscar a Beatriz a uma festa de aniversário… e provei (só provei!) o bolo. Não podia ofender os anfitriões…

– praticamente tudo o que vem embalado tem açúcar: as tâmaras secas também! E até estes iogurtes!

Geralmente o que não tem açúcar adicionado tem carradas de edulcorantes: consumir adoçantes artificiais por sistema também não é uma boa opção.

Vou continuar com determinação!

A imagem é da Catita Illustrations que lançou (e ilustrou) este desafio!

 

 


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Moldura

corte de cabelo 2015

O meu corte giro foi destruído e, definitivamente, prometo que não volto a entregar o meu cabelo a ninguém, a não ser à Michelle, à Anne ou ao Eduardo Mãos de Tesoura.

-Gosto de cortar, mas também gosto de colorir, pentear, criar e, no fim, observar a pessoa melhor e feliz!

Foi o que a Michelle me disse, numa pronúncia inglesa muito loura, enquanto tratava das melenas de 3 gerações: as da minha Mãe, as minhas e as da Beatriz.

E eu penso que se todos nós, nos nossos encontros com os outros, nas acções que desenvolvemos, no trabalho e na vida, tivéssemos em mente esse objectivo o mundo ficaria melhor.

Eu fiquei!

corte de cabelo


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Ciganos

Em Estremoz há muitos ciganos.

Não convivemos, mas vamo-nos cruzando e, por acaso, até já rimos juntos.

Na sala da escola da Beatriz, há um menino cigano: só percebi quando alguém me disse.

Pierre Gonnard menino cigano

No meu contexto profissional, conheci três mulheres ciganas que abandonaram as suas comunidades.

Em momentos diferentes, em contextos diferentes, em locais diferentes.

Só a história era parecida.

Com essas falei muito e percebi que a separação foi voluntária, desesperada, dolorosa e resultou da intransigência familiar ou da comunidade.

A tradição cigana é para cumprir sem questionar, mesmo que não se concorde com ela ou que envolva violência, fome, ignorância, humilhação ou falta de possibilidade de escolha.

Pierre Gonnord viúva cigana

 

Nestas conversas, muito íntimas, reconheci-me na relação que têm com os filhos:

atrevo-me a dizer que o amor delas é mais avassalador ou feroz, talvez porque não tenha filtros nem quaisquer condicionantes sociais.

Pierre Gonnord Mãe cigana e filhos a mamar

No meu percurso até Elvas, encontro, por vezes, ciganos nómadas; os últimos de Portugal.

Pierre Gonnard jovem cigano

Pierre Gonnard Homem cigano

Quase me esqueço dos relatos destas três mulheres que conheci.

Pierre Gonnard jovem e filho

Invade-me um sentimento de Liberdade e Poesia, ao ver as carruagens puxadas por cavalos, as fogueiras a faiscar nos acampamentos, as crianças a correr pelos campos, a roupa a secar ao vento, …

E este olhar duro mas cheio de dignidade.

Mas, sinto-o, também muito sofrido.

Pierre Gonnard Mulher cigana

 

O fotógrafo Pierre Gonord aproximou-se e fotografou-os.

A exposição esteve em Évora e está agora em Nova Iorque.


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Pessoa

Durante a Idade Média, uma criança só era considerada pessoa depois dos oito anos.

A mortalidade infantil dizimava os mais frágeis e não fazia sentido investir em que tinha muitas probabilidades de não sobreviver.

É arrepiante pensar nestes termos, hoje em dia.

Fizemos, de facto, um longo percurso enquanto sociedade.

Mas ainda hoje encontro vestígios de um tempo que considerava as crianças como seres vivos, mas não necessariamente pessoas.

Phoebe Wahl mãe

Quando ouço frases como:

-As crianças adaptam-se mais facilmente do que nós.

Não, não adaptam, sobretudo se não lhes explicarem bem em que consiste a mudança e não for muito acompanhada. No meu percurso profissional, encontrei dezenas de crianças que nunca se adaptaram e se tornaram adolescentes “problemáticos” e adultos com “debilidades”.

-É bom que vão para a creche bem pequeninos que é para se habituarem.

Habituarem a quê exactamente? A não terem atenção e afecto personalizado numa altura em que é quase só disso que precisam?

Phoebe Wahl maternidade

-Então mas ela tem querer? Não a obrigas a comer?

Tem “querer”, sim. Há decisões que sou eu que tomo, como é óbvio, mas a Beatriz não é obrigada a comer, nem a fazer muitas outras coisas importantíssimas, como dar beijinhos/ conversar com quem não quer/vestir uma determinada peça de roupa,… Há decisões ligadas à sua individualidade que eu respeito.

-Ela está bem; está ali com as outras e hoje não chorou.

Mas está a sorrir ou está triste? Estar com mais quinze crianças tristes não é consolo para mim. Cabe-me a mim zelar pelo seu sorriso.

Phoebe Wahl quintal

-No meu tempo também era assim e estamos cá todos.

Todos, excepto os que não estão: os números da mortalidade infantil, devido ao aumento de cuidados de saúde, evoluíram de uma forma que nos deve orgulhar. Bem, e “estar cá” não é sinónimo de “estar cá a fazer algo positivo”.

A lista de episódios podia continuar…

A questão é que eu quero crianças autónomas, seguras, com personalidade, responsáveis e Felizes.

E nem todos os meios vão dar a esse fim.

Fotografias da belíssima Phoebe Wahl.