“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

The Meatrix

3 comentários

Numa altura da minha vida, quando eu era ovolactovegetariana, perguntaram-me se a outra metade do meu coração era vegetariana.

-Não, é alentejano!

De facto, no Alentejo é difícil não comer carne: é cultural, claro, mas mesmo hoje, apesar de todas as facilidades rodoviárias, o peixe continua a chegar ao interior contrariado e com má cara.

 

Actualmente, passo meses sem cozinhar carne, mas se só houver carne numa mesa como-a.

Sem prazer, mas para alimentar-me.

A pouca carne que compro é proveniente de pastoreio.

É muito mais cara, mas adopto o sistema de Jamie Olivier:

Livros do Jamie Olivier

“Se não a pode pagar seis ou sete dias por semana, reduza os custos e coma-a apenas três ou quatro vezes, como os Italianos o fazem – qualidade em vez de quantidade.

Acima de tudo, pergunte no talho de onde vem a carne, o que é que comeu e como é que foi tratada.

Esse é um bom sítio para começar.”

Ver este filme de 3 minutos também ajuda: The Meatrix.

 

Nem o tofu, nem o seitan são extremamente bem-vindos numa casa alentejana.

A não ser que venham sob-disfarce, o que nem sempre é fácil.

A receita que adaptei do Jamie Olivier não foi muito bem sucedida nesse aspecto:

é preciso gostar de tofu, ou pelo menos não o rejeitar.

Substituí o prosciutto por fatias de tofu…

papelote de tofu e cogumelo receita

Como é que é possível?

E ainda acrescentei a maior beringela do meu quintal, uma fatia de courgette e tomate!

ramo de cheiros

Cozinhar com papelotes de alumínio ou papel vegetal é muito prático e com uma ajudante como a Beatriz é divertido!

papelote de tofu aberto

Costumo dividir os ingredientes em quatro porções e são umas mãozitas irrequietas que fazem a distribuição pelos papelotes. Nem sempre as ervas aromáticas ou o sal ficam bem distribuídos, mas compensa ver a Beatriz tão empenhada e segura, a contribuir verdadeiramente para a alimentação da casa.

papelote de tofu cozido

Não é uma refeição vegetariana para iniciados, mas é bonita e deliciosa para quem já estiver habituado ao tofu.

Para os outros, sugiro que sejam fiéis à receita do Olivier e usem presunto de qualidade, de preferência de porco preto que vive nas planícies alentejanas e come bolota.

 

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Autor: Frasco de Memórias

https://frascodememorias.wordpress.com

3 thoughts on “The Meatrix

  1. Tem um excelente aspecto, Ana. Tenho de experimentar! Beijo

  2. Minha cara Ana, cá estou eu de volta… estive ausente, apenas espiei de longe, lá da ilha do Facebook. Eu não como carne, nunca comi porque não gosto e tenho preguiça imensa de mastigar. Me causa cansaço. Mas fosse hoje, escolheria ser vegetariana porque vejo o que fazem com o animal, a carne em si é isso já é o bastante para mim…
    Enfim, adoro legumes e gosto das cores em meu prato… Ontem fiz um risoto verde que fez sucesso até ente carnívoros. O que mais sinto falta aqui no Brasil é justamente o que eu sempre tive em Gênova, saber de onde vem o que eu como.

    • Olá Lunna:

      Não sabia… mais um ponto de encontro.
      Também sou fã de um prato colorido.
      Ora esse risoto verde despertou-me a curiosidade 😉

      Bacio!

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