“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Veggielicious

Durante alguns anos não comi carne.

Por motivos nobres, outros circunstanciais, outros resultantes do hábito.

Depois, quando estava grávida de 7 meses, fui confrontada, num almoço de convívio, depois de horas de trabalho, com leitão e batatas fritas.

Comi.

Eu sei, não podia ser pior: leitão… um mamífero bebé que eu aboli da minha ementa há anos.

Em minha defesa:

tinha muita fome, daquelas fomes que só se sentem numa gravidez de 7 meses, quando até a perna da mesa parece apetitosa!

A partir daí, deixei de recusar carne, embora (quase) não a cozinhe nem a compre.

Agora, aos poucos, a aversão está a regressar.

Volto a alguns clássicos.

Legumes salteados com arroz integral de coentros

Arroz integral com legumes salteados

Arroz integral:

Cozinho como o arroz normal: apenas conto com mais 30 minutos de confecção e uma medida extra de água.

Legumes salteados:

Como o nome indica, são cogumelos, alho francês, courgette (e o que houver no frigorífico) salteados com alho, azeite, louro, pimenta e noz-moscada.

Às vezes, acrescento seitan e creme de arroz ou soja.

Para quem não resiste a carne, pode sempre saltear umas tirinhas de bacon; já foi sugerido cá em casa, mas sempre negado…

 

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Estar

Na corrida dos dias, são raros os momentos para “estar”.

Frequentes são o “vou”, “venho de” e “tenho de ir”.

Infelizmente, para “estar” é preciso marcar na agenda, negociar com as nossas urgências e repriorizar.

Almoço

menina minion

Quando estamos com quem gostamos, porque queremos (e sem qualquer obrigação profissional ou social) ficamos felizes e serenos.

Na voracidade dos dias, transmito pouco esta mensagem à Beatriz.

Ou talvez até lhe transmita a mensagem, mas dou-lhe poucos exemplos.

meninos e gato

senhoras bonitas na festa

os 3 na festa

Mãos bonitas que fazem ,que nos recebem e com quem é bom “estar”.

mãos da Ana TomásÀ volta de uma mesa no Alentejo.

Petiscos do Alentejo


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Queques

Amiguinhos da Beatriz em casa:

Lanche saudável, rápido e parecido com bolo!

Feito por eles!

queques de fruta

100g açúcar mascavado

2 colheres de mel

100g de farinha de trigo integral+200g de farinha de trigo

2 colheres de chá de canela+gengibre+noz-moscada

1 colher de chá de fermento

1 chávena de alperces secos ou tâmaras

1 chávena de maçã ralada

1 chávena de nozes picadas

3 ovos

3 colheres de sopa de óleo

1/2 copo de iogurte natural

sementes de papoila ou linhaça

Numa tigela, bateram o açúcar com os ovos.

Adicionaram o óleo, o iogurte, as frutas e, por fim, as farinhas, as especiarias e o fermento.

Polvilharam (alguns) com as sementes e eu coloquei as formas no forno a 180ºC durante 25 minutos.

Adaptado do livro da Mafalda.

Sabem o que me deixa mesmo feliz?

Invariavelmente, a questão no momento da despedida é:

-Quando é que posso voltar a casa da Beatriz?

 


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A origem do Belo

Os gregos escreviam tragédias porque tinham um sentido trágico da vida.

Os cristãos, pelo contrário, sempre acreditaram que haveria um final feliz: o Paraíso.

Como é que os gregos se salvaram da tragédia?

Através da Beleza.

Cultivavam o Belo para enfrentarem a tragédia da vida face a face.

CLÁSSICO colossal CLÁSSICO 3 CLÁSSICO 4

Ouvi esta reflexão no documentário Eu Maior.

Foi a minha Tia que mo enviou:

pergunta a vários filósofos, religiosos, professores, artistas qual o sentido da vida e, por consequência, faz-nos reflectir acerca do que frequentemente nos esquecemos enquanto andamos tão entretidos a… viver (nem sempre da melhor maneira).

Clássico

Imagens de personagens de quadros de pintores clássicos a passearem pelo nosso tempo daqui e daqui.

 


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Lasanha de salmão

A Dina é Mãe do meu querido … sobrinho-neto (!!!) e pediu-me para partilhar algumas receitas.

Fiquei atrapalhada, porque me sinto uma principiante perante a minha família do Alentejo.

Quer dizer, exceptuando as compotas, as bolachas as granolas não alcanço muito crédito na cozinha.

Talvez sejam inseguranças de quem não sabe fazer um bom cabrito assado ou umas migas alentejanas…

O salmão visita muito a nossa casa desde que vivemos no Alentejo.

1- Uma camada de molho bechamel (às vezes de compra, é verdade; nesse caso junto um iogurte, porque acho-os muito espessos, noz-moscada e pimenta,…).

2- Uma camada de salmão cozido e desfiado.

3-Uma camada de placas de lasanha passadas por água a ferver (ou frescas).

4- Uma camada de espinafres salteados com alho.

5- Voltar ao início e terminar com as placas, molho bechamel e queijo ralado.

6 – Forno até dourar.

lasanha de salmão e espinafres

Não falha!


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MAUS

– Tens de dar sempre a mão à tua Mãe. Há pessoas más que podem fazer-te mal.

– Não, os maus só existem nas histórias dos livros.

Uma amiga contou-me o diálogo que travou com a Beatriz acerca da maldade humana.

Durante quatro anos, quis acreditar que, se eu desejasse muito, talvez um dia o ódio e o horror se mantivessem nas bruxas e vilões dos livros infantis.

Neste fim-de-semana, vimos e sentimos a dimensão do negrume humano.

 

– Mas o que se passou, Mamã?

– Homens muito maus dispararam e mataram muitas pessoas, em Paris.

– Porquê?

– Porque a luz que ilumina os corações se apagou e, quando isso acontece, as pessoas só pensam em bater e matar.

– Porquê?

– Não sei; acho que ninguém sabe e, por isso, estamos todos muito tristes e chocados.

 

Espero que a treva que invadiu os corações dos homens não se propague.

Desejo que a serpente do ódio não asfixie o coração de mais e mais homens.

Quero que o medo e o desejo de vingança nunca apaguem o nosso discernimento e a luz do nosso coração.

 

 


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Polvo

Passámos os 3 meses de Verão a comer salada de polvo.

Para dizer a verdade, a maior parte das vezes comprámo-la num pronto-a-comer.

Uma vergonha!

Até porque é das poucas entradas que sei fazer.

Mas no interior do Alentejo não chega polvo fresco com frequência… nem tempo para estes preparativos.

salada de polvo

Passo 1:

Cozer o polvo como as peixeiras da Figueira:

Polvo fresco coberto com água fria numa panela, sem sal.

Quando a água começa a ferver contam-se 30 minutos (se for um polvo grande podem ser 40 minutos).

No final do tempo, adiciona-se o sal e apaga-se.

Este truque nunca falha: polvo tenro garantido.

Passo 2:

Cortar às rodelas os tentáculos (costumo reservar as outras partes assim como a água para arroz de polvo).

Temperar o azeite com alho, cebola, coentros (ou salsa) e vinagre.

Servir frio.

E é como se o Verão nos visitasse outra vez!