“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Brincar

-Mãe, não queres brincar comigo?

-Só um bocadinho… agora não posso.

-Mas queres brincar comigo?

-Quero, claro!

(Ui, parece-me que menti…)

Gosto de ver filmes infantis, gosto de passear e ir ao mercado com a Beatriz, gosto de ler livros infantis, gosto de ir para a cozinha com ela e ficar com farinha no tecto, mas não gosto de brincar.

Custa-me!

“Agora tu és a Elsa e eu sou a Ana e tu lanças gelo das mãos para fazer bonecos de neve!”

“E depois… pegas no biberon e dás o jantar ao bebé.”

Socorro!

Brincar não é divertido; por algum motivo deixamos de fazê-lo aos 10 anos!

 

Nos dias em que me esforço muito, tento arranjar qualquer coisa que também seja um bocadinho menos penosa para mim e (verdade mesmo!) que entretenha e envolva a Beatriz durante algum tempo.

Fizemos um carro com muitos botões, muitas funcionalidades e cheio de pormenores laterais desenhados e colados pela Beatriz (durante largos minutos!).

carro de cartãoE que me destruiu  as costas em 10 corridas pela casa!

Construímos um teatro de dedoches.

Teatro de dedoches

dedoches

Teatro de dedoches em ação

As fotografias revelam que o investimento foi mais da Beatriz do que meu, não é?

Depois dos meus parágrafos iniciais acho que estou desculpada…

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Lie down

em casa há algumas zonas de lazer!

Frequentadas sobretudo pelos gatos…

Nos tempos que correm (literalmente), o otium, tão aclamado pelos filósofos romanos, foi completamente substituído pelo negotium:

não podemos parar!

Nem em nossa casa – há sempre a cozinha para arrumar, roupa para arranjar, o jantar, emails para responder e outras tantas atividades reais (e outras que nós inventamos) que nos impedem de estar só connosco, em introspecção ou contemplação.

E eu adorei esta frase:

if-you-feel-tired-lie-down-pencils marc johns

 

Só assim podemos correr com as estrelas.

marc johns correr com as estrelas

E desligar o botão das preocupações.

marc johns boton

Todas as ilustrações são de Marc Johns.

 


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Nigelissima

Não sei se ainda faz sentido comprar livros de receitas.

Para mim, faz.

Não sigo os chefs da televisão e a entrada do computador na cozinha é, sempre que possível, vedada.

Portanto, a  Nigella veio connosco na versão mais “gostosa”: em papel!

Gosto da Nigella e identifico-me com ela: é organizada e regrada na sua desorganização; gosta de conversar; prova e gosta de comer tudo o que faz e é muito gulosa!

Aliás, se eu não me refreasse minimamente, seguia as suas receitas com a manteiga e o açúcar a que temos direito.

Todos os dias.

Assim, sigo-a de vez em quando… com um pouco daquilo a que temos direito.

Neste livro, Nigella assume que tem o coração gastronómico em Itália e fala do tempo em que viveu nesse país, bebia vinho, pão, tomate e azeite, quando o orçamento não esticava para mais.

E conta tudo com a graça e a descontracção que lhe são características.

Todas as receitas são contextualizadas, incluindo a de Bolo de Iogurte.

Nigellissima capa

“Se houver uma família em Itália que não tenha uma receita de bolo de iogurte tenho de a conhecer”.

Passa-se o mesmo em Portugal, não é?

Bolo de iogurte italiano

1 frasco de iogurte (que será a medida para os restantes ingredientes)

2 frascos de açúcar

1 frasco de óleo

1 frasco de fécula de batata ou farinha de milho

2 frascos de farinha

3 ovos

raspa de limão

2 tampas de essência de baunilha

  • Separe as gemas das claras e bata as claras em castelo.
  • Retire o iogurte do frasco e junte-o às gemas.
  • Misture o açúcar a esta última mistura e bata até ficar com ma massa leve.
  • Junte o óleo, a baunilha e o limão.
  • Adicione as farinhas e envolva.
  • Por fim, as claras, sem bater.
  • Vai ao forno, em forma untada, a 180ºC, durante 30 minutos ou até estar cozido.

Não é o bolo mais bonito que já fiz e fiquei a pensar no fermento que não levou (estranho, não é?!).

Mas é um bolo muito saboroso e que suscitou o seguinte comentário da Beatriz:

– Afinal também sabes fazer bolos bons!

Está oficialmente aberta a partilha de receitas de bolo de iogurte!

A ver se organizamos um concurso e se eu fico com uma bela desculpa para fazer um bolinho todos os fins-de-semana!

Mais bonito e que me convença mais do que este…

Sorry, Nigella!


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Herbário

O meu pai frequentou um Seminário na cidade, mas passava as férias no campo.

Fez um herbário magnífico que foi mostrado como exemplo a todos os colegas.

Eu e o meu irmão, meninos do campo e da cidade, adorávamos folhear o herbário do meu pai.

PrensaFolhas fechado

PrensaFolhas A venda

PrensaFolhas

 

PrensaFolhas 1

Quando vi esta ideia na Venda pensei que fora feita para mim e para a Beatriz.

Um herbário de plantas e de memórias!

herbário de memórias

O Outono é a estação perfeita para começar a construí-lo!

À venda nesta loja fantástica.

 


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Banana e Chocolate

A Prima Graça deu umas formas verdadeiras mas em tamanho mini à Beatriz.

Achei que tinham o tamanho ideal para fazer queques…

Bolo de cacau e banana mini

Queques de banana e chocolate

3 bananas maduras

125ml óleo

2 ovos

100g açúcar mascavado

225 farinha sem fermento

3 colheres de sopa de cacau Valor

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

grué de cacau

-Esmague as bananas com um garfo;

-Junte o óleo, os ovos e o açúcar e bata bem;

-Acrescente o cacau, a farinha e o bicarbonato (previamente misturados);

-Polvilhe com grué de cacau;

-Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 20 minutos.

Bolo de banana e cacau mini

Retirei esta receita do livro O Coração da Casa da Nigella.


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Tranças

Há 12 anos, a minha Avó, na sua frontalidade, informou-me de que eu “já não era menina de tranças”.

Ainda insisti e, durante a gravidez, fiz duas trancinhas, mas agora, anos passados, lembro-me da frase da minha Avó.

Só nas férias ou num fim-de-semana de auto-estima em alta, consigo entrançar-me.

Felizmente, há uma cabecita disponível e que é, justamente, “menina de tranças”.

O penteado de eleição é este; numa versão com elásticos coloridos e mais simplificada.

trancas-de-india-prosecco-and-plaid

É fácil de fazer, mantém-se impecável e afasta a franja comprida dos olhos.

trancas-prosecco-and-plaid-1

trancas-tutorial-prosecco-and-plaid

trancas-tutorial-prosecco-and-plaid-2

Agora falta fazer a versão de adulto.

trancas-de-india-adulto-prosecco-and-plaid

Sabem onde arranjar elásticos transparentes?

As fotografias e a explicação do bem entrançar estão no blog Prosecco & Plaid.

O testemunho de outra avó:

“A minha avó dizia-me que, quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se podia deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.”  Paola Klung.