“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).

Otium

1 Comentário

A velocidade provoca a blindagem do coração.

Os acontecimentos sucedem-se assim como as emoções, acumulam-se em camadas até conseguirmos parar, reflectir, decidir e interiorizar.

Até lá, andamos anestesiados: insensíveis à desgraça alheia , paralisados para agir conscientemente ou para ver o outro, incapazes de nos olharmos por dentro.

A introspecção requer tempo e paz.

Há uns anos era mais fácil; tínhamos trabalho e tarefas, mas não existiam as distracções, a dinâmica cibernética e a parafernália informativa que existe hoje.

Por outro lado, apesar de assolados, hoje, vivemos num pavor do aborrecimento, do não fazer nada, do esperar.

Um medo constante de não saber o que está acontecer nos antípodas ou que alguém se esqueça de nós porque não aparecemos nas redes sociais

Esquecemo-nos que só a espera e o espaço temporal liberta o cérebro.

O meu está mesmo a precisar de ser libertado!

Ilustrações do brasileiro William Santiago.

 

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Autor: Frasco de Memórias

https://frascodememorias.wordpress.com

One thought on “Otium

  1. Eu acho estranho essa necessidade de aparecer o tempo todo. E eu vivo a admirar um poeta brasileiro Paulo Plínio Abreu, que simplesmente desapareceu, deixando apenas a sua poesia como norte. Foi em outro tempo, mas foi e é uma sombra que gosto de espiar.

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