“Le souvenir est le parfum de l´âme” – (George Sand).


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Fábulas

Gosto da luz de Lisboa e do movimento do Chiado.

Gosto de passear em Lisboa, de visitar alguns locais e de descobrir outros.

Sinto saudades da cidade, tal como sinto a falta dos meus amigos que lá vivem.

Muitas saudades.

Na última visita, almocei aqui.

As vezes que já passeei pelo Chiado e nunca tinha visto este recanto.

Foi preciso explicarem-me a localização exacta: Calçada Nova de São Francisco, nº14.

O espaço dá-nos mil ideias e vai ao encontro do que defendo: se procurarmos bem nas arrecadações e sótãos dos nossos pais e avós encontramos peças cheias de história que aspiram a uma nova vida.

São estes pormenores que revelam que um lar é mais do que um acumulado de peças utilitárias e bonitas.

Fábulas café

A Beatriz adorou as máquinas de costura e a mãe da Beatriz gostou das mesas de sala de jantar da avó Rosa e das salas labirínticas.

Fábulas sala

E do bolo de chocolate.

Muito!

E da galeria…

Fábulas galeria

Não era esta a exposição, mas alimentei a alma.

É verdade: a partilha desta descoberta não pretende fazer-me urbana e cosmopolita.

Não sou; sou orgulhosamente da província.

Mas também não sou provinciana.

Partilho esta descoberta com o mesmo entusiasmo com que partilho o perfume inebriante dos junquilhos.

(Estas fotografias são daqui; a minha máquina ficou com os junquilhos.)


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Verde-água

Ando a fixar esta cor.

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Vi-a no blog  All Beautiful Things e apercebi-me de que nestes meses de Inverno quase não a vemos.

E é tão tranquilizadora.

É verde-água?

verde água

Encontrei-a nestes apontamentos do blog Batixa.

verde água

Mas onde gosto mesmo de vê-la é no blog Dustjacket.

verde água

verde água

Diagnóstico: saudades (muitas) do Verão!


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Rumo

A caminho dos Correios, com os postais nas mãozitas.

-Vamo esquever um postal à Olinda?

-À D.Olinda, Beatriz? Queres?

-Sim, pa ela ficá feliz!

A lista dos nossos destinatários não pára de aumentar e as sugestões da Beatriz também não.

Continua a ser difícil gerir o tempo mas, se este escasseia, o entusiasmo sobeja.

Seguiram novas da Branquinha para a Avó Rosa.

Postal Avó

E o passarinho cor de laranja desprendeu-se dos dedos da Beatriz.

Ruma até casa da D. Adélia.

Postal D.Adélia

Boa viagem!


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Bonecas

Brinquei com bonecas até muito tarde.

Na adolescência, abandonei esse mundo e passei a viver longe destes desenhos em 3D… até que nasceu a Beatriz.

E têm sido bonecas e mais bonecas.

Reapareceu esse gosto terno do passado e parece-me sempre muito apropriado celebrar uma qualquer ocasião com a compra de uma boneca… para mim.

Primeira Feira do Livro e do Artesanato de Coimbra com a Beatriz.

boneca 3

Feira do Livro e do Artesanato de Coimbra… com a minha prima Teresa.

boneca 1

boneca 2

Primeira visita ao Talasnal com a Beatriz.

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Visita à Exposição de Artesanato Urbano no Centro de Artes da Figueira da Foz com a minha prima Teresa.

boneca 5

Há algum tempo, vi a entrevista de Mimi Kirchner, no blog Amo-te Mil Milhões.

Fiquei tão tranquila.

Mimi faz bonecas desde 2000 e fala das suas criações como obras de arte: pode-se comprar um boneco para comemorar um acontecimento, tal como se compra um quadro ou uma escultura.

E são bonecas para expor, não para brincar.

Ainda falta tanto tempo para o meu aniversário…

mimi kirchener

 mimi kirshener bebé

E é tão difícil escolher.

bebé mimi kirchener

E estes mundos pequeninos?

casinha mimi

Todas as imagens das obras de Mimi Kirchner foram retiradas do blog Doll.


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Cosméticos

Sábado de manhã:

-Vamos ao mercado!!!

Olho para o espelho antes de sairmos de mão dada.

-Estás tão bonita!

Coração cheio, até agora…

Cosméticos para a alma!

cosméticos

Os outros costumam ficar de folga ao fim-de-semana.

Apesar de não ter paciência (nem tempo) para tubinhos, lápis e pincéis… tenho um cestinho para o dia-a-dia que me ajuda a ter um ar razoável: BB Cream; anti-olheiras e baton.

O mesmo baton serve de blush: uma descoberta que fiz há anos, muito prática e eficaz, que disfarça o ar cansado e pálido das manhãs precipitadas.

Assunto resolvido para os dias em que saio de casa sem a Beatriz!

A fotografia foi roubada da gaveta dos cosméticos da Elsie.


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Janelar

A Branquinha não usou o cesto dela durante muito tempo.

Eu não percebia: estava à frente da salamandra, era confortável, tinha uma mantinha antiga da Beatriz,…

Até que chegou a Primavera e decidi colocar o cesto ao sol da janela.

E encontrei-a assim.

gatinha 1

Tinha saudades dos Sol!

gatinha 2

Nós também…

gatinha no cesto

Bem-vinda, Primavera!


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Contradição

Abraço

Fazal Elahi [pai] sabia que o infinito não era a maior coisa que existe: o quanto gostava de Salim [filho] era maior do que isso.

Parecia-lhe que, quando o filho lhe abria os braços, dava a dimensão exacta do infinito.

E quando os fechava era um espaço ainda maior: os braços apertados contêm mais infinito do que os braços abertos, que contradição.

Abraços para os dois Pais da  minha vida: o meu e o da Beatriz!

E que todos os pais recebam mais do que o infinito!

A citação é de Afonso Cruz: Para onde vão os guarda-chuva.

O Papá respondeu assim:

Ontem a minha filha, que amo mais do que o que cabe no infinito e no finito, até porque o infinito afinal cabe na ideia que dele temos, porque somos capazes de o imaginar, encheu-me as duas mãos de flores amarelas.

E depois abriu-me os braços e a sorrir falou de saudades.

Passei o resto do dia colado a esse maravilhoso ser com que o insondável desígnio do destino me prendou há três anos.

Na realidade a Beatriz é, ela própria, uma flor amarela, e representa o sentido de puro afecto que está na causa e na consequência da vida.

Porque a vida não serve absolutamente para mais nada que não caiba no afecto.

Tudo o resto é um erro, que nos cabe tentar corrigir.